Seu rosto brilhava.
As luzes da cidade a iluminavam.
O calor dos corpos ao seu redor a abraçava.
O último ano passava por seus olhos como um filme.
A festa de 15 anos da amiga.
As visitas em casa.
Os jogos de sinuca.
As aulas cabuladas.
Os raros abraços, cada vez mais significativos.
...
O que ela via parecia algo que ela não vivenciara.
Como se ela fosse pura espectadora daquela sucessão de imagens e memórias.
Tais memórias que não pareciam ser reais.
Tudo parecia parte de um sonho.
O sonho que ela sempre quis realizar, e ao realizá-lo, preferiu não tê-lo.
Os carinhos, o abraço, a sensação do seu corpo contra o dela...
Tudo parecia tão épico.
E errado.
Ela sentiu uma lágrima quente escorrendo pelo canto do rosto e secou rapidamente.
Seus amigos não podiam vê-la assim.
Ninguém podia.
Ninguém entenderia.
Os fogos de artifício faziam um verdadeiro show no céu.
Explodiam.
Estava tudo em fogo.
Ela estava em fogo.
Tinha fogo em seus olhos.
Ela só tinha uma coisa em mente.
"Adeus 2009, a Deus 2010".

depois você diz que EU escrevo bem.
ResponderExcluirvocê passou algo da sua vida pro papel (ou pro word, sei lá) de uma forma tão poética.
tá lindo, amanda. :)